sexta-feira, dezembro 22, 2006

Electric Wizard - Dopethrone [2000/2006]



Electric Wizard - Dopethrone [2000/2006] - Bitrate: VBR
Baixe as faixas do disco clicando aqui: Parte I, Parte II

Formado em Dorset, Inglaterra, o Electric Wizard vem desde a década passada se firmando como uma das maiores forças do cenário Stoner/Sludge/Doom Metal. E conseguiram isso graças a discos como Supercoven, Come My Fanatics, e especialmente Dopethrone, que é considerado por muitos, e com grande justiça, a obra máxima da banda.

Dopethrone apresenta todos os elementos que um bom disco de Stoner/Doom deve ter: guitarras graves, riffs sabbathianos, vocais distorcidos e muito, muito peso. Também influenciados pela música psicodélica e espacial, o EW logra antingir uma sonoridade que, enquanto não muito original, é capaz de agradar à grande maioria de apreciadores do metal lento, grave e saturado.

Merecem destaque as faixas
I, The Witchfinder, com excelente sessão instrumental em sua segunda metade; Dopethrone, que apresenta um dos melhores riffs da banda; e Mind Transferral, a mais pesada de todas, uma monstruosidade que fecha o disco de forma verdadeiramente ensurdecedora. Lançado originalmente em 2000, o álbum passou por uma remasterização, assim como todos os outros discos da banda, sendo então relançado em 2006. Essa é a versão que estou disponibilizando.

Músicos:
Jus Oborn - vocais, guitarra
Tim Bagshaw - baixo
Mark Greening - bateria

Faixas:
1. Vinum Sabbathi
2. Funeralopolis
3. Weird Tales (i - Electric Frost, ii - Golgotha, iii - Altar Of Melektaus)
4. Barbarian
5. I, The Witchfinder
6. The Hills Have Eyes
7. We Hate You
8. Dopethrone
9. Mind Transferral (Bonus Track)

terça-feira, dezembro 19, 2006

Discus - Tot Licht [2003]

Discus - ...Tot Licht! [2003] - Bitrate: 192 kbps
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O que se pode esperar de um disco de Rock Progressivo vindo de um lugar tão improvável como a Indonésia?

A sensação de estranheza é pungente e inevitável. A grande surpresa vem quando me deparo com uma obra-prima tão espetacular e inacreditável, que é este Tot Licht.

Em primeiro lugar, gostaria de salientar que rotulações restritivas como Rock in Opposition, ou Rock Progressivo, são somente devido ao fato de que não foi possível encontrar outra mais cabível, pois o que se ouve neste trabalho é muito além de uma concepção convencional ou previsível.

Basicamente, encontramos aqui uma banda complexa, de sonoridade fragmentada e com variados recursos de música oriental e ocidental. É possível de se perceber em uma mesma música, como na fascinante música de abertura System Manipulation, passagens de música tradicional da Indonésia (provavelmente), Free-Jazz, R.I.O ao estilo Henry Cow, Funk, Death Metal e até Progressivo Sinfônico.

A sonoridade instrumental da banda merece os mais efusivos elogios, visto que conseguiram reunir todos estes elementos, vários vocalistas e diversos tipos de instrumentos, sem que com isso, criassem uma música demasiadamente antipopular.

Claro, faz-se necessário mencionar os fabulosos vocalistas da banda, como a maravilhosa Nonni que surpreende por sua forte interpretação dos temas e talento muito acima da média, arriscando com fraseados dramáticos, também com trechos no bom estilo Dagmar Krause.

Não obstante, todos os outros integrantes também fazem vez de cantores, com passagens cantadas melodicamente em ritmo oriental, outras no bom estilo Peter Hammil, ou funkeado (às vezes lembrando um Mike Patton em sua época de Faith no More) e outras com a agressividade de um Death Metal, tudo isto embalado por uma sonoridade com muitas camadas, dando a impressão de que está acontecendo muita coisa ao mesmo tempo da maneira mais harmônica e coesa possível, como somente músicos e compositores de grande experiência e conhecimento de causa são capazes de fazer.

Os destaques principais deste segundo disco da banda (o primeiro disco, auto-intitulado, é de 1999, e possuía uma sonoridade muito mais amena e menos densa) ficam para a seminal, e já citada, faixa de abertura System Manipulation com seus competentes vocais e sonoridade complexa e criativa. Cito também a curiosa “balada” P.E.S.A.N (mensagem, em português), com seus timbres e levada Led Zeppelin, onde o destaque está na linda condução com violões e demais instrumentos orientais e nos vocais com toques jazzísticos.

A culminância do disco, entretanto, é uma estranha música de pouco mais de 19 minutos chamada Anne. O que acontece nesta fantástica música é qualquer coisa de inexplicável, causando uma sensação duradoura e agradável, mesmo que se trate de uma música razoavelmente sombria e densa, aproximando-se muito do que foi feito por bandas como Van Der Graaf Generator e Änglagård (obviamente, com o uso de sonoridades orientais e muita variação de estilos), mas com uma abordagem muito mais avançada e radical, própria de bandas Rock in Opposition.

Eis um disco, portanto, realmente imprescindível, não só para quem tem interesse na cena R.I.O, mas também para quem admira o Rock Progressivo como um todo, em toda a sua potencialidade criativa.

Faixas
1. System Manipulation (9:20)
2. "Breathe" (8:34)
3. P.E.S.A.N. (5:32)
4. Verso Kartini - door duisternis tot licht! (12:18)
5. Music 4.5 Players (7:40)
6. Anne (19:23)

Bonus track da edição japonesa:
7. Misfortune Lunatic (6:09)

Tempo Total: 68:56

Formação
- Anto Praboe
- Vocais, suling (Bali, Sunda & Toraja), flauta, clarinete, baixo clarinete, sax tenor

- Eko Partitur - Vocais, violino
- Fadhil Indra - Vocais, teclados, percussão eletrônica, gongos, rindik, kempli, gender
- Hayunaji - Vocais, bateria, kempli
- Iwan Hasan - Vocais, guitarras elétricas e clássicas, harpguitar de 21 cordas, teclaods, guitalele & strummer violin
- Kiki Caloh - Vocals, baixo
- Krisna Prameswara - Vocais, teclados
- Nonnie - Vocais

Músicos Adicionais
- Andy Julias - Guitarra acústica em "P.E.S.A.N."
- Ombat Nasution do Tengkorak Growls em "Breathe"
- Godfried L. Tobing - Coro clássico em "Misfortune Lunatic"


Juliano Ferreira de Mattos
17 de dezembro de 2006.
www.soundchaser.com.br

Baixem e comentem.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Wormphlegm - Tomb Of The Ancient King [2006]


Wormphlegm - Tomb Of The Ancient King [2006] - Bitrate: VBR High Quality
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"Feioso bagarai"! É a conclusão prematura ao ouvir os primeiros minutos do aguardado debut do Wormphlegm. O duo finlandês data de 2000, ano em que inauguraram um novo subestilo do Doom Metal, o Torture Doom! Lançaram uma demo em 2001 que ficou famosíssima entre os fãs do macambúzio Doom ( In An Excruciating Way... ) e depois sumiram, deixando sempre a expectativa do lançamento de um full-lenght. In An Excrutiating Way... teve lançamento apenas regional, mas ganhou o mundo via Internet e divulgação fã-a-fã, todos muito impressionados com a qualidade do material. Mas esse ano finalmente lançaram Tomb Of The Ancient King, trabalho composto e retocado pelos caras durante todos esses anos de hiato. E o que se tem aqui? Uma desgraça musical! Faixas nojentas, vocais bizarros, distorções malditas e uma amargura tão repulsiva que certamente assustará os desavisados. A estrutura melódica e harmônica é interessante porque mesmo não sendo imensamente desacelerados, conseguem imprimir aquela melancolia escatológica e angústia típicos do Extreme Doom. O disco retrata com maestria momentos de tortura, de agonia, de desespero, de MEDO; as longas faixas progridem ao ponto de causar náuseas e asco por parte do ouvinte. Mas é tudo com tanta classe, com tanta eficiência, que não exagero em dizer que produziram um CLÁSSICO do Extreme Doom!

Para completar tamanha bizarrice musical, os integrantes ainda fizeram o favor de usar pseudônimos porcos ( veja a ficha mais abaixo ), visual profano e ainda lançaram o disco apenas em vinil. E tudo isso contribui para tornar o álbum ainda mais antológico, mesmo que dificulte sua veiculação.

Nesse disco você NÃO ouvirá viagens Drone bobocas nem Heavy Doom pasteurizado, e sim muita maldição e podridão em forma de música! Extremamente recomendado aos amantes e curiosos. Mas advirto novamente: É NOJENTO E FEIOSO BAGARAI! Baixe agora!

Músicos:

Grubgorge Pestilent Diarrhoeator: Guitarras, Baixo e Vocais
Maggotworm Incinerator Abscess: Bateria e Vocais

Faixas:

01. Epejumalat Monet Tesse Muinen Palveltin Caucan Ja Lesse
02. Tomb Of The Ancient King
03. Return Of The Ice Age And The Tortyrant

Espero que gostem do disco e que deixem comentários. A ripagem foi feita por mim e procurei deixar o áudio o melhor possível, usando aparelhos revisados pessoalmente. Até mais e obrigado por continuarem a apoiar o Blog.

segunda-feira, setembro 11, 2006

Ahvak - Ahvak [2004]

Ahvak - Ahvak [2004] - Bitrate: 192 kbps
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Ótima estruturação musical, flertes muito bem encaixados com música de procedência oriental, uma forte variação de sensações e ritmos, doses cavalares de peso nas guitarras e na cozinha, dão cunho a esta obra irrepreensível da banda de Israel, Ahvak, que, mesmo sendo de origem pouco convencional e com pouca tradição dentro do gênero em questão, já em seu primeiro lançamento mostra a que veio.

A audição do presente primeiro disco do Ahvak, auto-intitulado, não nos traz à cabeça qualquer suposição de que se trata de uma banda iniciante, ao contrário, é experiência e conhecimento de causa que flui dos alto falantes, talvez pelo fato de ter um membro outrora experimentado em bandas já conceituadas. O membro em questão, baterista, compositor e produtor, é Dave Kerman, um veterano em bandas de Rock Progressivo, que já passou por bandas como 5uu's, Motor Totemist Guild e Thinking Plague, desta vez, junta-se a Yehuda Kotton (guitarrista), Ishay Sommer (baixista), Udi Susser (teclados, vocais, darbouka, baglama, woodwind), Roy Yarkoni (piano e teclado) e Udi Koomran (Computação) para a realização de um dos melhores lançamentos (talvez o melhor) de 2004.

Assim como grande parte das bandas de avant-prog surgidas no século XXI, o Ahvak dá preferência ao peso, ao "caos sonoro" e à desconstrução rítmica (de bandas como Présent, Thinking Plague, Guapo etc.) em detrimento de soluções excessivamente melódicas e/ou cafonas (assim como Gato Marte, Opus Avantra etc.).

É evidente que, como a maioria das bandas R.I.O, podemos encontrar aqui grandes influências da música erudita de vanguarda (Schoenberg, Bartok etc.), em contraste com óbvias silhuetas de Free Jazz. O grande diferencial da banda, porém, é a fluência com que equilibra toda esta carga musical complexa sobre um alicerce declaradamente de música tradicional israelita.

É realmente impressionante o bom gosto das composições, que, é necessário afirmar, é embalado por uma irrepreensível produção (a cargo do baterista Dave Kerman e Udi Koomran, que também mixou e masterizou o disco), que combina certa dose de sujeira com clareza musical, sem que, com isso, descaracterize ou oculte todo o grande talento e capacidade desta grande formação.

Não cabe citar destaques dentro de um disco que é integralmente relevante, inteligente e surpreendente de variadas maneiras, porém, não resisto em dizer do brilhantismo de faixas como a atemorizante Ahvak (também encontrada como Dust, talvez uma das grandes músicas do Rock in Opposition de todos os tempos), que se inicia fazendo o chão tremer sobre uma repetitiva batida estacada, que vai se desenvolvendo junto a uma melodia ao mesmo tempo macabra e mística. O que vem a seguir é o próprio desespero de sentir o próprio fôlego se exaurindo na tentativa de encontrar alguma coerência no que os sentidos se esforçam para captar: uma seqüência infinita de progressões instrumentais complexas e ruídos dos mais variados, culminando em uma Obra Prima. Vale também destacar a excelente faixa de abertura, Vivisektia (Vivisection), que iniciando com percussão e flautas típicas de música oriental, já dá a tônica para a grande experiência musical que está para vir.

Faixas
1. Vivisektia (8:30)
2. Bherta (8:25)
3. Regaim (2:41)
4. Ahvak (16:21)
5. Melet (2:53)
6. Hamef Ahakim (13:32)
7. Pirzool (0:58)

Tempo Total: 53:20

Formação
- Yehuda Kollon - Guitarras
- Ishay Sommer - Baixo
- Udi Susser - Teclado, woodwinds, vocais, baglama, darbooka
- Roy Yarkoni - Teclado e Piano
- Dave Kerman - Bateria e Percussão
- Udi Koomran - Computador

Esta resenha também está presente no site www.soundchaser.com.br

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sexta-feira, agosto 18, 2006

Sonic Flower - Heavy Sonic & Flower Groove [2003]


Sonic Flower - Heavy Sonic & Flower Groove [2003] - Bitrate: 320 Kbps
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25 minutos! Sim, é direto no queixo como um soco do Popó o disco desses japoneses malucos. A empolgação durante as seis curtas faixas é tamanha que quando você se dá conta, acabou! Um pouco da história: O baixista Tatsu Mikami e o guitarrista Tomohiro Nishimura, também integrantes do taquicárdico Church Of Misery resolveram montar um projeto instrumental para tocar um Stoner Rock direto, sem vocais ou firulas.


E foi nesse ambiente rocker que nasceu o Sonic Flower. O que encontramos no disco? Rock amigo! Muito Rock! Riffs sabbathicos, solos noise, bateria e baixo no melhor estilo Garage Rock. E é tudo bem ganchudo e nervoso, os solos são totalmente chapados, as bases são insanas e a produção é toscamente bem cuidada para deixar tudo ainda mais porrada! Não há como ouvir a primeira faixa e não agradecer a Alá por gostar de Rock; os metaleiros ( como eu ) então devem ajoelhar, virar-se a Meca e ovacionar essa jóia nipônica! É um disquinho curto, mas é brilhante, podre, cru, rock! Em resumo, é como se o High Rise estivesse tentando tocar Church Of Misery após alguns baseados, ou seja, há uma estrutura de musicalidade e mesmo assim muita psicodelia e euforia na execução.

Afaste seus discos, empunhe a air guitar, ponha o volume no máximo, avise seus vizinhos para irem ao supermercado e deixe tocar esse 25 minutos de puro ROCK N ROLL! São discos como esse que nos fazem ter certeza que Rock não é só música, é way of life! OUÇA AGORA! ROCK é ROCK!

Músicos:

Hoshi - Lead Guitars
Arisa - Guitars
Tatsu - Bass
Keisuke - Drums

Faixas:

01. Cosmic Highway
02. Black Sunshine
03. Astroqueen
04. Sonic Flowers
05. Indian Summer
06. Going Down

Espero que gostem e que postem seus cometários. Obrigado!

quinta-feira, agosto 17, 2006

Callisto - Noir [2006]


Callisto - Noir [2006] - Bitrate: VBR High Quality
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Quinteto finlandês montado em 2000 que chega esse ano ao seu 2º disco. A proposta básica era compor músicas no estilo dos mestres do Neurosis, sendo muito influenciados também pelo Isis e Cult Of Luna. E assim foi no debut de 2004, True Nature Unfolds. Mas naquele disco já haviam tentativas progressivas e insinuações de que sua música tomaria outros rumos, uma identidade.


Qual não foi minha surpresa quando me deparei com Noir! Os caras conseguiram moldar um estilo único! Eles adicionaram influências Jazzísticas, Minimalistas e Progressivas ao estilo de outrora, criando uma obra irrepreensível. As faixas não são muito longas e os momentos BELÍSSIMOS de calmaria são intercalados por riffs no melhor estilo Doomer e vocais podres/vomitados. É impressionante como as músicas caminham entre a beleza, sutileza, desgraça e caos com tanta desenvoltura. Compuseram faixas antológicas de tão lindas e mesmo assim pesadas e densas.

Instrumentalmente vemos guitarras em interlocking a compor temas emocionantes, enquanto a bateria Soft Jazz imprime um intrincado andamento ao compasso Doom Metal clássico. O que não posso deixar de elogiar é o trabalho do baixo! As guitarras abusam de dedilhados e se misturam na produção do tema; isso deixaria o som vazio não é? Engana-se! O que esse sujeito faz com o baixo é demais, linhas belíssimas, extremamente bem tocadas e equilibradas que enchem o som da banda. Sinceramente eu nunca ouvi melhor trabalho de baixo em um disco de Doom/Sludge, é algo realmente elogioso. Outro artifício que utilizam com perfeição são as bases soladas! Lembram que o Paradise Lost causou um estardalhaço no início dos 90 ao inventar isso? Pois é, pouquíssimos grupos tornaram a fazer e o Callisto faz com perfeição.

Aliada a todas essas qualidades há ainda uma produção indefectível, que auxilia ainda mais na criação da obra. Um álbum emocionante, climático e muito belo! O grupo conseguiu evoluir com criatividade espantosa sobre a base proposta pelos seus mestres. Esse disco é recomendadíssimo, trás algo que nenhuma outra banda fez! Um dos melhores lançamentos do ano e qualquer fã dos grupos acima citados tem obrigação de conhecer.

Músicos:

Markus Myllykangas - Vocals, Guitar
Johannes Nygård - Guitar
Juho Niemelä - Bass, Backing Vocals
Ariel Björklund - Drums
Arto Karvonen - Synth, Sampler

Faixas:

01. Wormwood
02. Latterday Saints
03. The Fugitive
04. Backwoods
05. A Close Encounter
06. Pathos
07. Folkslave
08. Woven Hands

Espero que gostem e que deixem cometários. Muito obrigado!

sexta-feira, agosto 04, 2006

Fukkeduk - Ornithozozy [1994]

Fukkeduk - Ornithozozy [1994] - Bitrate: 192 kbps
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Fukkeduk é outra grande banda belga da escola R.I.O./chamber-rock, certamente uma das mais notáveis, que tem à frente o violinista Rik Verstrepen, que em muito supera a sonoridade de sua banda original, o Cro-Magnon.

Junto com X-Legged Sally e Simpletones, outras muito prolíficas bandas, dão forma a uma muito criativa família de bandas similares em Gent, Bélgica.

Foi em 1994 que gravaram seu primeiro e único album, Ornithozozy, um grande disco que, curiosamente, teve como produtor Nick Didkovsky, guitarrista e um dos principais compositores da Doctor Nerve, de Nova Iorque.

O entrosamento entre a banda e o produtor, surtiu resultados mais do que satisfatórias, pois sua música é selvagem, levada às últimas conseqüências, primando por uma execução irrepreensível, quiçá um híbrido entre o próprio Doctor Nerve e o também belga X-Legged Sally.

O que realmente distingue a banda de suas conterrâneas é a maneira enérgica, intensa e com uma irreverência a la Zappa, com que executa suas curtas obras musicais, não fazendo uso, em momento algum, de sutilezas ou melodramas.

Nessa obra, o que às vezes pode parecer extravagente e louco, é conduzido com grandes doses de lúcido virtuosismo, com canções carregadas de influêncas folk, com alguns misteriosos elementos de jazz, gravado como se parcialmente improvisado, como uma grande orquestra avant prog. Mesmo quando mergulhada em um complexo virtuosismo de música de câmara, é possível de se sentir nitidamente toda a fúria de uma banda de jazz-rock movida a violoncelos furiosos, violinos afiados, guitarras pesadas e sopros em geral, sem nunca perder um direcionamento e estilo avant bastante característico mesmo para uma banda que lançou um disco só.

E é justamente neste ponto que se encontra o seu único defeito como banda: O fato de não nos ter brindado com outra pérola como esta.


Faixas:

1. Louis Cxiv
2. Wrong Country
3. Cochonet
4. Orteké!
5. Lulu de I'odeur Di Bibi
6. L' Homme Qui Rêvait de Mettre le Lune Dans as Poche
7. Si Vous Êtes Alfred Schlicks, Then I Have to Be Julius Meinl
8. Brauchen Sie Noch Ein Bisschen Sand?
9. Chico
10. Fnuk
11. Suck
12. Treponema

Músicos:

- Jan Kuijken Cello, Electric Cello
- Rik Verstrepen Violin, Whistle (Human), Whistle (Instrument)
- Kristof Roseeuw Bass (Electric), Saw, Singing Saw, Double Bass, Bass (Upright), Block
Flute
- Paul Klinck Violin - Bart Maris Flugelhorn, Trumpet
- Tom De Wulf Drums, Percussion
- Fukkeduk Applause, Handclapping, Main Performer, Vocals
- Nick Didkovsky Guitar, Producer
- Nicolas Roseeuw Block Flute, Saxophone, Voices
- Frank Ghysels Amplifiers, Guitar

Deliciem-se e comentem.

quinta-feira, julho 27, 2006

Warhorse - As Heaven Turns To Ash [2001]


Warhorse - As Heaven Turns To Ash [2001] - Bitrate: 224 Kbps
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Retornando ao infindável e gratificante submundo doomer, apresento aqui o único álbum do indescritível Warhorse. Formado em 1996 com nítidas influências do Cathedral, Sleep, Candlemass e My Dying Bride, esses americanos se empenharam em compor um dos discos mais chapados e "retardantes" do rock moderno. São guitarras absurdamente distorcidas, ardidas e cheias de crunch, vocais trêbados, letras sarcásticas e cozinha a destilar doentia capacidade em tornar musical a agonia e o desespero. Trata-se daquele Stoner/Doom violento, que corrói as entranhas e sangra os ouvidos com riffs sorumbáticos que sempre caminham no limite entre o bangeável e o noise; e que com temáticas moribumdas e muita desenvoltura, mostra o quão é possível fazer Rock extremamente pesado sem abandonar o groove e mantendo níveis sanguíneos elevados de lisergia! Junto ao Electric Wizard e Sleep, o Warhorse é uma dos poucos grupos a conseguir imprimir em trilhas o rock chapado pela contemporaneidade! Um som para quebrar o apartamento, incendiar os discos do Yes, empunhar a air guitar e bangear! Bangear MUITO! Infelizmente o grupo se separou em 2002, mas alguns de seus integrantes ( que também passaram ou ainda fazem parte do mítico Grief ) mantêm vários projetos aí pelo underground. Altamente recomendado aos amantes dos grupos citados, aos aficcionados por Doom Metal e a todos os fãs do bom e desgraçado Rock!

Músicos:

Terry Savastano - Guitars
Mike Hubbard - Drums, Vocals
Jerry Orne - Bass, Vocals

Faixas:

01. Dusk
02. Doom's Bride
03. Black Acid Prophecy
04. Amber Vial
05. Every Flower Dies No Matter The Thorns (Wither)
06. Lysergic Communion
07. Dawn
08. Scrape
09. ...And The Angels Begin To Weep...

Espero que gostem e que postem comentários. Abraços.

sábado, julho 15, 2006

Henry Cow - Western Culture [1978]

Henry Cow - Western Culture [1978] - Bitrate: 256 kbps
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A origem remonta a maio de 1968, quando, munidos de uma visão musical desafiadora e diversificada, dois estudantes universitários (Fred Frith e Tim Hodgkinson) resolvem montar uma banda onde pudessem expressar todas as suas pretenções musicais diferenciadas e que não se fizesse necessário qualquer tipo de apoio da indústria musical ou da mídia especializada.

O marco inicial dos movimentos de vanguarda dentro do Rock Progressivo surgiu quando, em 1973, a banda, já com o baterista Chris Cutler (que mais tarde daria origem ao termo Rock In Opposition), o baixista John Greaves e o Multi-instrumentista Lindsay Cooper, lança seu primeiro e excelente disco Legend.

Cinco anos e 3 brilhantes discos após, a banda, que, no mesmo ano participa e lidera o início do movimento Rock In Opposition, chega ao seu ápice criativo com Western Culture, onde todas as caracteríscas já expostas em seus 4 discos anteriores são mescladas e desenvolvidas de forma obsessiva, culminando na alquimia perfeita de improvisações complexas e intrincadas, influências diversas de toda a espécie, síntese entre simetria e assimetria, atonalismo e quebras de ritmos e andamento, solos doentios e feitos sob rebuscada erudição.

Trata-se, portanto, de uma das bandas (e disco) mais artisticamente importantes da música contemporânea ocidental.

Músicos:
Tim Hodgkinson - Orgãos, alto sax, clarinete, guitarra havaiana, piano.

Lindsay Cooper - bassoon, oboe, soprano sax, sopranino recorders.
Fred Frith -Guitarra electrica e acoustica , baixo, soprano sax.
Chris Cutler - bateria, piano e trumpete.
Anne-Marie Roelofs - trombone, violino. Irene Schweizer - piano.
Georgie Born - baixo.

Faixas:

1-History & ProspectsIndustry 6:51
The Decay Of Cities 6:49
On The Raft 3:58
2-Day By DayFalling Away7:30

Gretel's Tale 3:52
Look Back 1:13
Half The Sky 6:37

Deixem comentários, esse disco merece...

sexta-feira, julho 07, 2006

Gorguts - Obscura [1998]

Gorguts - Obscura [1998] - Bitrate: 224 Kbps
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É canadense o quarteto culpado por esta tragédia em notas musicais. O Gorguts é uma das bandas fundadoras do Math Death Metal e ao longo dos 10 anos de sua carreira, evoluiu o Metal Trampado do primeiro disco para preciosidades excêntricas únicas na música. Obscura é o penúltimo e mais representativo disco do grupo, ao associar de maneira impressionante Free Jazz Vanguardista ao pesadíssimo Death Metal. São músicas extremamente complexas, intrincadas, com variações rítmicas e harmônicas alucinantes. As guitarras solam riffs durante toda a música, o baixo mantém linhas melódicas absurdas e intrigantes, enquanto o trabalho de bateria imprime ainda mais caos a todo esse trabalho. Não há sequência clichê no disco, sendo impossível prever o que acontecerá nos próximos segundos da música; é tudo muito inteligente e corajoso. É facilmente um dos discos metálicos com maior influência Jazzística, chegando a momentos em que fica difícil inferir algum rótulo para esse brilhante trabalho. Altamente indicado para fãs de Cynic, Atheist, Death, Cryptopsy, Dillinger Escape Plan, etc. E previno novamente aos desavisados: Não há nada de bonito na música do conjunto. Mas se você quer ouvir música complexa do mais alto gabarito, NÃO PERCA.

No fórum SoundChaser, eu mantenho uma série dedicada a grupos Avant-Metal, abrangendo resenha discográfica e biografia, chamada Brutalidades No Progressivo. O Gorguts protagoniza a Parte XIII. Para ler, clique aqui.

Músicos:

Luc Lemay - Guitars, Vocals
Steeve Hurdle - Guitars
Steve Cloutier - Bass
Patrick Robert - Drums

Faixas:

01. Obscura
02. Earthly Love
03. The Carnal State
04. Nostalgia
05. The Art of Sombre Ecstasy
06. Clouded
07. Subtle Body
08. Rapturous Grief
09. La Vie Est Prelude
10. Illuminatus
11. Faceless Ones
12. Sweet Silence

Obs: O Bitrate foi o máximo possível a respeitar o limite de 100 Mb do rapidshare. Espero que gostem e que postem comentários.

sábado, julho 01, 2006

Para quem não acreditava no ressurgimento do Blog!

Can you imagine someone being true
Turn `round and put himself in front of you
Sometimes it's fun but then you never know
How far a thing like this might go

All my life I've waited for a chance
To get right out of here
And when I had it in my hands
I could not let it go

We've got the power, we are divine
We have the guts to follow the sign
Extracting tension from sources unknown
We are the ones to cover the throne

Try if you can to come where we have gone
You may achieve what can't be simply done
Look back and there you are where we have been
And still there's so much inbetween

All those years I've travelled `round this world
Now I am standing here
To make you sing these tunes
And know they'll never let you go

We've got the power, we are divine
We have the guts to follow the sign
Extracting tension from sources unknown
We are the ones to cover the throne

We've got the power, we are divine
We have the guts to follow the sign
Extracting tension from sources unknown
We are the ones to cover the throne

We've got the power, we are divine

Power - Helloween

... e também que não há dois blogs com Nunes participando. Hehehehe...

terça-feira, junho 20, 2006

Pharaoh Overlord - The Battle Of Axehammer [2004]

Pharaoh Overlord - The Battle Of Axehammer [2004] - Bitrate: VBR High Quality
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Direto da Finlândia vem esse trio Stoner/Psy-Rock instrumental que se propõe a mesclar todo o método cerebróide do Kraut Rock à empolgação e interpretação do Stoner Rock, abusando de experimentações alucinógenas inusitadas. A banda é um projeto paralelo dos integrantes do impressionante grupo Circle, talvez o único representante atual do Kraut Rock de excelência. O Pharaoh Overlord possui 4 discos de estúdio e este que é um álbum ao vivo, gravado da forma mais chapada que conseguiram. São riffs sabbathianos mesclados a microfonias, efeitos e a obsessividade típica do Circle, criando um som ímpar no universo Stoner. As faixas são longas e atestam a criatividade do trio na composição e elaboração de uma estrutura harmônica única e interessantíssima. O peso do duo baixo/bateria auxiliam na verdadeira muralha cheia de noise/crunch que a guitarra cria no decorrer das faixas. A essas execuções maravilhosas, mesclam-se sintetizadores atípicos e a insanidade já demonstrada nos discos do Circle. The Battle Of Axehammer é um álbum excepcional, recomendado a todos os aficcionados por Stoner e Psy-Rock e demonstram a genialidade desses finlandeses em mais uma empreitada. Baixem!

Músicos:

Janne Westerlund - Guitars
Jussi Lehtisalo - Bass/Synths
Tomi Leppänen - Drums

Faixas:

01. Mountain
02. Skyline
03. Mystery Shopper
04. Mangrove
05. Black Horse

Espero que gostem e que desculpem o hiato de alguns dias, eu estava bastante ocupado no trabalho. Por favor, deixem comentários.

domingo, junho 18, 2006

Present - A Great Inhumane Adventure [2005]

Present - A Great Inhumane Adventure [2005] - Bitrate: VBR
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Parte I, Parte II.


Este disco, gravado ao vivo, registra uma explosiva apresentação de um dos maiores expoentes da vertente R.I.O, o Present. Aqui, a banda do guitarrista Roger Trigaux continua a apresentar sua música intrincada, sombria e extremamente bem executada. Podemos notar alguns novos arranjos; como em Alone, que com acréscimo de baixo, piano e bateria, ganhou clima agressivo; e também em Laundry Blues, em versão ainda mais devastadora que a contida no álbum Live. Também é interessante ressaltar a excelente qualidade sonora da gravação, o que certamente proporcionará uma audição das mais empolgantes.

Para os amantes da banda, esse disco será de grande agrado. Para os que ainda não conhecem o trabalho do Present, A Great Inhumane Adventure pode ser um ótimo ponto de partida.

Faixas:
1 - Delusions
2 - Alone
3 - Le Poison Qui Rend Fou
4 - Laundry Blues
5 - Promenade Au Fond d’Un Canal

Músicos:
Roger Trigaux: composição, guitarra, vocal, teclados
Reginald Trigaux: guitarra, vocal
Pierre Chevalier: piano, teclados
Dave Kerman: bateria, percussão
Jean-Pierre Mendes: baixo
Keith Macksoud: solo de baixo em Promenade au Fond d’un Canal

quarta-feira, junho 14, 2006

Absolute Zero - Crashing Icons [2000]

Absolute Zero - Crashing Icons [2000]
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Brilhante banda americana que executa uma excelente mistura de R.I.O ao estilo Henry Cow com instrumentalizações marcantes vindas do Free Jazz.
O disco em questão, de 2000, é o primeiro disco propriamente dito da banda, que anteriormente somente tinha lançado em 1992 o também excelente EP A Live In The Basement, mas que não alcança o grande apuro técnico e relevância artística do presente Crashing Icons, que é, sem dúvida nenhuma um fenômeno Avantgarde da nossa era.
Absolutamente Soberbo!

Faixas:
1. Bared Cross (13:47)
2. Further On (20:43)
3. Stutter Rock/You Said (11:49)
4. Suenos Sobre Un Espejo (16:46)

Músicos:
- Aislinn Quinn keyboards, vocals, percussion (4)
- Enrique Jardines bass, percussion (4)
- Pip Pyle drums, percussion

Postem comentários...

sexta-feira, junho 02, 2006

Stumm - I [2006]

Stumm - I [2006] - Bitrate: VBR High Quality
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O nome já prediz o conjunto: Stumm é um trocadilho com Stoom, que é o rótulo utilizado pelos aficcionados para o subgênero Stoner/Doom. E o grupo em pauta abrange um universo ainda maior de influências. Formado em 2003 na Finlândia pelo guitarrista/vocalista Jukka, o Stumm produz uma ode à agonia com seu Stoner/Drone Doom Metal macambúzio e afetado. São riffs compridos, linhas de microfonia e ritmo a beirar o zero, conspirando contra o ouvinte em música fria e perturbada. A todo instante tem-se a certeza de que os vocais podres, vomitados e abomináveis de Jukka estão a predizer a morte que se aproxima. Não há estrutura melódica e muito menos procuram arquitetar qualquer composição empolgante ou elegante. Aliás, elegância é algo que nem o mais atencioso ouvinte encontrará em I, tamanho clima tétrico por ele instigado. Esse é o primeiro disco do grupo e compreende regravações das melhores faixas de suas duas demos anteriores; foi lançado apenas na finlândia em limitadíssimas 2000 cópias ( a minha cópia, que deu origem ao post, foi comprada diretamente da banda e é a de número 1412 ).

Por fim, ratifico que o Stumm é um grupo direcionado para os mais ardorosos fãs do estilo e que constitui uma das mais desgraçadas e doentias homenagens à agonia e à morte! Enfim, nada indicado para fãs de música bonitinha, mas um prato cheio para fãs de Cortisol, Khanate, Burning Witch, HALO, Funeral Dirge, etc. Excelente. E é para se ouvir alto, MUITO ALTO!

Músicos:

Jukka - Guitarras / Vocais
Helena - Baixo
Heikki - Bateria

Faixas:

01. Chokehold Narcosis
02. Biting the Hand That Feeds
03. New Christ for Every Morning
04. Not Waving but Drowning

Espero que gostem e que deixem comentários. Breve mais novidades...

terça-feira, maio 30, 2006

Church Of Misery - The Second Coming [2004]

Church Of Misery - The Second Coming [2004] - Bitrate: 320 Kbps
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Grupaço Stoner/Sludge formado no Japão em 1998. O Church Of Misery é uma das bandas de Stoner Rock mais sujas da atualidade. Um rock de influência setentista e muita utilização de artifícios do Noise Rock. São guitarras sujas e barulhentas, microfonias, riffs despojados e maliciosos. A isso acrescenta-se um duo baixo/bateria que ajuda na criação da empolgante música do conjunto. Obviamente não podemos deixar de comentar sobre os vocais de Hideki Fukasawa, que faz sua estréia neste que é o segundo disco do grupo. Ele tem uma voz ríspida, doentia, canta como se fossem seus últimos minutos de agonia; expediente este totalmente coerente com a proposta do grupo. O Church Of Misery é capaz de descrever com maestria o Rock do século atual, não esquecendo das origens clássicas do estilo, mas sendo irresponsável, maldito, bravo, odioso e irritante. Ressalto que os dois discos do conjunto são constituídos de faixas que tratam sobre os Serial Killers mais famosos da história. Por fim, indico o disco a todos aqueles fãs de Boris fase Pink, Boredoms, Ufommamut e do Rock visceral capaz de acordar até defunto. Ah, tem um cover do Cactus numa versão brilhante. Discaço! Excepcional!

Músicos:

Hideki Fukasawa - Vocals
Tomohiro Nishimura - Guitars
Tatsu Mikami - Bass
Hideki Shimizu - Drums

Faixas:

01. I, Motherfucker (Ted Bundy)
02. Soul Discharge (Mark Essex)
03. Red Ripper Blues (Andrei Chikatilo)
04. Filth Bitch Boogie (Aileen Wuornos)
05. One Way...Or Another (Cactus cover)
06. Candy Man (Dean Corll)
07. El Topo

Espero que gostem do disco. Não esqueçam de deixar comentários. Até logo.

segunda-feira, maio 29, 2006

The Flying Luttenbachers - Infection and Decline [2002]

The Flying Luttenbachers - Infection and Decline [2002] - Bitrate: 192 kbps
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Após várias mudanças de formação, o line-up dos Flying Luttenbachers nesse álbum é o seguinte: Weasel Walter - único remanescente da formação original da banda - (bateria), Alex Perkolup (baixo) e Jonathan Hischke (baixo). Descrever o som dos Luttenbachers neste que é considerado por alguns como um dos seus melhores trabalhos não é tarefa das mais fáceis. Poderíamos afirmar que se trata de zeuhl/noise; porém, o próprio Weasel Walter prefere o termo brutal prog para classificar a sonoridade atual de sua banda. Rótulos à parte, certamente o conteúdo do disco não é apropriado aos que anseiam por harmonias singelas e melodias felizes e reconfortantes. Faixas como Infektion, Into The Vastness of Stupidity e a devastadora cover de De Futura (lendária música dos criadores do Zeuhl, o Magma) irão agradar somente aos 'malucos de plantão', os maníacos auto-destrutivos que não temem a deterioração de suas faculdades auditivas. De qualquer forma, parece bem claro que os freqüentadores deste blog fazem parte do segundo grupo. :-)

Não se esqueçam de deixar comentários.


Faixas:
1. Infektion
2. Elfmeros
3. Into The Vastness of Stupidity
4. The Elimination of Incompetence
5. Destruktion Ritual
6. De Futura

Músicos:
Weasel Walter: drums, etcetera
Alex Perkolup: earth bass
Jonathan Hischke: air bass

quarta-feira, maio 24, 2006

Art Zoyd - Génération sans Futur [1980]

Art Zoyd - Génération sans Futur [1980] - Bitrate: 192 kbps
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Este é o terceiro e mais interessante lançamento desta lendária banda francesa de Chamber avant rock e é realmente difícil descrever uma obra como essa.
Mais do que uma evolução natural do disco anterior, este Génération sans Futur leva o gênero a patamares ainda mais elevados.
Trata-se de uma instigante mescla de influências variadas, como o Erudito moderno de Bartok, Stravinsky, do chamber rock à la Univers Zero e introversões jazzísticas culminando em uma aterrorizante trilha sonora das trevas.
Em suma, um clássico cult!

FAIXAS
1. La Ville (16:50)
2. Speedy Gonzalez (2:55)
3. Génération Sans Futur (9:40)
4. Divertissement (6:45)
5. Trois Miniatures (5:12)

MÚSICOS
Patricia Dallio Grand Piano, Piano elétrico
Daniel Denis Percussão
Alain Eckert Guitarra e vozes
Gérard Hourbette Viola e violino
Gilles Renard Saxofone
Jean-Pierre Soarez Trompete e Percussão
Thierry Zaboitzeff Baixo, Celo e vozes

Comentários serão muito bem vindos!

terça-feira, maio 23, 2006

5ive's Continuum Research Project - The Telestic Disfracture [2001]

5ive's Continuum Research Project - The Telestic Disfracture [2001] - Bitrate: 192 Kbps
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Nascido em Boston no ano 2000, o duo 5ive´s CRP pratica um Sludge/Doom marcante, com características próprias, que mais tarde foram copiadas em demasia por vários grupos. Eles criam um som calcado em paredes de guitarras altíssimas, riffs bem construídos e boa dose de melodia. O muro que eles conseguem criar com o som de guitarras é de dar inveja, tamanha dimensão e amplitude. Os riffs são empolgantes, a bateria é extremamente bem tocada e o som do conjunto faz qualquer ser vivo pogar. Junto a tudo isso, você poderá encontrar bastante de Noise Rock com microfonias onipresentes, contribuindo ainda mais para encher o som do grupo. The Telestic Disfracture é o segundo disco desse genial conjunto e conta com um vocalista convidado em algumas faixas; o primeiro, homônimo, tem menos dessas influências Noise, mas as paredes de guitarras são mais altas e barulhentas ( veja que foi extremamente difícil para que eu decidisse qual dos dois disponibilizar ), bem como não há a presença de vocais.

O 5ive´s é o grupo que iniciou o chamado Melodic Sludge, que hoje tem como maiores representantes comerciais o Pelican e o Capricorns. As influências de Neurosis, Slint e Swans são notórias, bem como a grandes preocupação desses grupos com a produção artística de seus álbuns: são artes gráficas e produções sonoras belíssimas e muito bem acabadas. Em suma, é um grupo que trabalha com matizes sonoras, detalhes nas distorções e nos timbres, compondo riffs belíssimos e empolgantes. Algo bem diferente no meio musical, mas que hoje já conta com vários representantes. Recomendo a audição atenta do 5ive´s, eles foram extremamente originais no estilo que propuseram a fazer. Excelente disco e serve como interlúdio para os Doom Metal mais desgraçados ( que obviamente continuarei a postar )!

Músicos:

Ben Carr - Guitarras
Charlie Harrold - Bateria

Faixas:

01. Stockholm Blues
02. Nitinol
03. Shark Dreams
04. Synapse X 3a: Sleep For The Larsen B Shelf
05. Synapse X 3b: Telluric In Transudate
06. Synapse X 3c: Comae

Espero que gostem. Caso se interessem, posso disponibilizar o primeiro disco também. Admito que foi muito complicado decidir qual dos dois disponibilizar. São diferentes entre si e mesmo assim brilhantes! Deixem comentários.

sexta-feira, maio 19, 2006

Cortisol - Meat [2005]


Cortisol - Meat [2005] - Bitrate: VBR High Quality
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Extreme Doom/Sludge
vindo do Canadá, o Cortisol foi formado em 2002. Meat é um disco sem muitas firulas, sem muitas parafernálias ou diversidade de influências. Consiste num Doom extremamente pesado, podre e caótico. As poucas músicas desse que é o segundo e derradeiro disco do grupo são longas, com riffs largos e bateria pesada, capazes de impedir qualquer possibilidade de bem estar durante a audição do mesmo. Destaque adicional merece o vocal, que é rasgado, agudo, agonizante e odioso. Ou seja, tudo que uma boa banda de Extreme Doom precisa é encontrado nesse disco, gravado com muito cuidado para parecer ainda mais nojento e ríspido. Não podemos deixar de comentar as grandes influências que o grupo recebeu de grupos como Grief, Rwake e Rigor Sardonicus, para citar alguns. Resumindo: Um disco desgraçado e medonho! Eu gosto MUITO e recomendo! Como nos anteriores, repito a advertência: Não é Noise-Rock/assimilável, não é Stoner Rock, não é Sinfônico, é Extreme Doom Metal!


Músicos:

Mike Wall - Guitarras/Vocais
Guest Musicians - O restante dos instrumentos.

Faixas:

01- Boots
02- Protocol of the Lost Bodies
03- Hog Tied
04- Meat

Espero que gostem do disco. Por favor, deixem comentários.

segunda-feira, maio 15, 2006

Shub-Niggurath - C'Etaient de Tres Grands Vents [1991]

Shub-Niggurath - C'Etaient de Tres Grands Vents [1991] - Bitrate: 256kbps
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Como prometido anteriormente, disponibilizo aqui o segundo disco desta grande banda francesa.
Seguindo como uma evolução natural de Les Morts Vont Vite (também presente neste Blog), o presente C'etaient de Très Grands Vents, a exemplo do já citado primeiro disco da banda, é música macabra e sombria, carregada de dissonâncias e soluções inusitadas, culminando em uma espécie de sinfonia infernal regada a sonoridades R.I.O/Zeuhl.
Pode-se dizer que aqueles que gostaram do primeiro disco poderão gostar ainda mais do extremismo cadavérico desse, que além de possuir todas as características já mostradas anteriormente, consegue alcançar um nível de esquartejamento estrutural e estético tão intenso, que somente pode ser superado por seu sucessor, Testament.
Ou seja, não é música para qualquer gosto, muito pelo contrário. Não obstante, não creio que pessoas de gosto delicado e suave freqüentem este Blog mesmo...

Faixas:
1. Glaciations (7:34)
2. Ocean (6:18)
3. Promethee (5:38)
4. D'un Seul Et Meme Souffle (6:31)
5. La Nef Des Fous (3:17)
6. Contrincante (5:11)
7. C'etaient De Tres Grands Vents (10:51)

MÚSICOS:
Alain Ballaud bass
Sylvette Claudet vocals
Jean-Luc Herve guitar, harmonium and piano
Michel Kervinio drums (2 & 3)
Edward Perraud drums (1, 3, 4, 5 & 7)
Véronique Verdier trombone

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